Antes de ser Opel, estos modelos eran de otras marcas

4 octubre, 2026

Los planes de Opel para un nuevo C-SUV totalmente eléctrico, basado en la tecnología de la china Leapmotor, han dado de qué hablar. Por primera vez veremos un modelo de origen chino con el emblema de la marca alemana. Opel no es la primera en hacerlo y seguramente no será la última.

Pero al mirar la historia de la marca alemana, no es la primera vez que cuenta en sus filas con modelos que no nacieron como Opel. No nos referimos a la realidad actual, donde utiliza plataformas y mecánicas comunes a las otras marcas de Stellantis.

Nos referimos a modelos de otras marcas, desarrollados en Estados Unidos, Japón, Corea del Sur y hasta en Reino Unido, que también fueron vendidos como Opel, pero no eran mucho más que ejercicios de badge engineering. Es decir, modelos en los que poco más cambió que el símbolo de la marca.

Opel GT, traseira 3/4

Há uma boa probabilidade de já ter visto, conduzido ou até possuído um destes Opel com «dupla nacionalidade». Mas, provavelmente, nunca soube a sua verdadeira origem.

Uns tornaram-se sucessos de vendas, outros passaram praticamente despercebidos, mas todos tinham algo em comum: nasceram de alianças e parcerias estratégicas com outros construtores. Altura de conhecê-los.

Opel Monterey

Muy antes de la actual fiebre de los SUV, Opel ya tenía un verdadero todoterreno en su gama. Se llamaba Monterey, pero a pesar del nombre, en realidad era un japonés Isuzu Trooper y era un todoterreno de la «vieja guardia». Se apoyaba en un chasis de ballestas, no faltaba una caja de reductoras y tenía verdaderas capacidades fuera de carretera.

Opel Monterey e Isuzu Trooper

Aproximava-se da filosofia de outros ícones como o Mitsubishi Pajero — que vai regressar —, Toyota Land Cruiser o Nissan Patrol. Considerando não apenas o número, como os nomes dos rivais, pode ter passado despercebido para muitos europeus.

Mas para quem procurava um verdadeiro jipe que juntava algum conforto com capacidades fora de estrada, o Monterey era uma proposta a ter em conta.

Opel Frontera

Se o Monterey passou algo despercebido, o seu «irmão mais pequeno», o Opel Frontera, foi um sucesso. Durante os anos 90 tornou-se num dos modelos mais populares da marca na Europa e um dos responsáveis pelo primeiro surto da febre SUV que parece não ter fim.

Isuzu MU e Opel Frontera

Apesar de assentar num chassis de longarinas, o Opel Frontera abdicava de alguma aptidão fora de estrada por mais conforto e, ao longo de duas gerações, fez do seu desenho atrativo um dos seus principais argumentos.

O que poucos talvez soubessem era que, apesar do passaporte alemão, tratava-se de outro Isuzu. Dependendo do mercado, chamava-se MU ou Amigo.

Debaixo do capô contou com uma verdadeira «sociedade das nações», especialmente no campo dos motores Diesel: os 2.3 TD e 2.2 DTi eram da Opel, o 2.8 TD da Isuzu e o 2.5 TDS dos italianos da VM.

Depois do Frontera tivemos de esperar dois anos pelo próximo SUV da Opel, o Antara. E apesar das muitas semelhanças com o Chevrolet Captiva e o facto de ter sido desenvolvido (em grande parte) na Coreia do Sul e ter sido lá produzido, não o colocámos nesta lista. Isto devido ao papel bastante interventivo da Opel durante o seu desenvolvimento.

Ainda em relação ao Frontera, a Opel decidiu recuperar o seu nome. Já não é um todoterreno no sentido clássico do termo, e trocou as capacidades fora de estrada pela cidade, posicionando-se hoje no segmento B-SUV, um dos que gera mais volume de vendas atualmente no «velho continente».

Opel Agila

Não foram só jipes/SUV que a Opel foi buscar à Ásia. Além do Frontera e do Monterey, do Japão vieram também citadinos (segmento A). E este até foi o primeiro citadino de sempre da marca: o pequeno Agila. Alto e estreito, não era difícil perceber as suas origens: era o «irmão gémeo» do Suzuki Wagon R+, com o qual partilhava tudo.

Opel Agila e Suzuki Wagon R+

Compacto por fuera y sorprendentemente espacioso por dentro, o Agila trouxe para uma marca europeia uma fórmula há muito usada no Japão: carros urbanos altos, práticos e fáceis de utilizar no dia a dia.

Pode não despertar grandes paixões, mas continua a ser um dos exemplos mais curiosos da colaboração entre a Opel e os construtores japoneses. E teve até direito a uma segunda geração, desta vez compartilhada com o Suzuki Splash.

Opel Karl

Quando reformou o Agila, a Opel recorreu às parcerias dentro da General Motors, à qual pertencia, para se manter nos citadinos. Lançado em 2015, o Opel Karl é um perfeito exemplo dos últimos anos da GM na Europa.

Chevrolet Spark e Opel Karl

O gigante mundial passava por uma importante reestruturação como consequência da crise financeira global uns anos antes. Encerrou várias marcas e acabaria por abandonar a Europa, primeiro retirando a Chevrolet e mais tarde, com a venda da própria Opel ao Groupe PSA.

Antes disso, a Opel aproveitou muito do trabalho já realizado para a nova geração do Chevrolet Spark, cujo principal destino era o mercado sul-coreano e asiático. E assim surge o Karl, outro caso de badge engineering ou pouco mais que isso.

Com um visual bastante sóbrio para um citadino, o Karl destacava-se essencialmente pela simplicidade. Era barato, racional e surpreendentemente espaçoso para as suas dimensões. Talvez por isso continue a ser uma das opções mais sensatas no mercado de usados, mesmo que muitos desconheçam a sua ligação direta à subsidiária sul-coreana da General Motors.

Opel Sintra

Mas nem só da Ásia chegaram Opel com dupla nacionalidade e se há modelo que personifica na perfeição este conceito, esse é o Opel Sintra.

Chevrelot Trans Sport e Opel Sintra

Lançado em 1996, o primeiro monovolume da marca alemã nasceu nos Estados Unidos, no âmbito de um programa global da General Motors. Da mesma base surgiram vários modelos do grupo norte-americano, entre os quais o Chevrolet Venture (chamado Trans Sport na Europa), o Pontiac Trans Sport (mais tarde Montana), o Oldsmobile Silhouette e, em alguns mercados, o Buick GL8.

Mais americano do que alemão e com um nome português que já deu até um artigo — podem ler aqui —, o Sintra foi a tentativa da Opel responder à crescente «febre dos monovolumes» que surgiu na década de 90.

As dimensões eram generosas e espaço não faltava, mas foi claramente pensado para o mercado norte-americano. Os motores do Sintra eram também pouco ajustados à realidade europeia, os resultados nos testes de segurança não convenceram e uma fiabilidade longe dos pergaminhos da marca, condenaram o Sintra. A sua carreira não chegou a durar três anos.

Depois do Sintra, a Opel nunca mais apostou num monovolume de grandes dimensões. Mas voltaria a apostar neste tipo de veículos, com o muito mais bem sucedido Zafira, lançado em 1999. Curiosamente, apesar de ser 100% alemão, não era totalmente natural de Rüsselsheim, tendo tido uma «mãozinha» de um certo construtor de Estugarda, como podem recordar neste artigo.

Opel GT

Foi também aos EUA que a Opel foi buscar o seu último roadster até à data. Se durante décadas, o nome GT esteve associado ao pequeno coupé lançado pela Opel no final dos anos 60, quando regressou em 2007, fê-lo de uma forma completamente diferente. A segunda geração do Opel GT era, na prática, um Pontiac Solstice adaptado para o mercado europeu.

Pontiac Solstice e Opel GT

Apesar das origens, a receita era difícil de criticar: motor dianteiro, tração traseira, caixa manual e um motor 2.0 Turbo com 264 cv. Numa altura em que este tipo de configuração começava a desaparecer, o GT tentava contrariar a corrente.

Não acabou por encontrar muitos fãs dispostos a comprá-lo e hoje é um dos Opel mais raros dos últimos 20 anos.

Opel Speedster

Por fim, pero no menos importante, hablemos del Opel Speedster, probablemente el modelo más radical de todos los tiempos en ostentar el logotipo de la casa alemana. Esta vez, este alemán tenía acento británico, al estar basado en el destacado Lotus Elise.

Lotus Elise e Opel Speedster

A forma como nasceu é também curiosa. A Lotus passava por uma das suas muitas crises, sem fundos para desenvolver uma nova geração do Elise que ficasse em conformidade com os novos regulamentos de segurança. Bateu à porta da General Motors, a sua antiga dona, que viu uma oportunidade para injetar na Opel e Vauxhall alguma excitação na gama com um desportivo radical.

O gigante americano acabou por financiar grande parte do desenvolvimento e assim nasceu não só uma nova geração do Lotus Elise, como os Opel Speedster e Vauxhall VX220. Ao contrário dos outros modelos desta lista, o Speedster não era um simples exercício de badge engineering.

Partilhava com o desportivo britânico o seu inovador chassis em aluminio colado, mantendo o peso confortavelmente abaixo da tonelada.

Visualmente era totalmente distinto, com painéis e óticas próprias, assim como ao nível da mecânica. O Speedster recorria a motores Opel e não Rover, nomeadamente o 2,2 litros atmosférico e, mais tarde, o 2,0 litros Turbo com 200 cv. O que transformou o pequeno roadster num dos Opel mais rápidos de sempre. E num dos mais memoráveis também.

Diego Hernández

Soy periodista y apasionado del mundo automotriz. Desde Morelos sigo de cerca las noticias, tendencias y cambios que afectan a los conductores, con especial interés en movilidad, tecnología y actualidad del sector en México.